Casa Sete · Minas Gerais · 560 m² · Residência Unifamiliar

Há uma brasilidade que não precisa ser declarada porque aparece nos materiais, na vegetação, na forma como a edificação recebe quem chega. O azulejo português na fachada é uma escolha contemporânea. A madeira natural é estruturante. O jardim é o primeiro cômodo da casa.

Partido e implantação

O terreno urbano de 15×25m impôs uma separação clara entre público e privado, entre o mundo da rua e o mundo da família. A fachada — recuada, elevada sobre embasamento de tijolo, antecedida por jardim generoso — cria uma zona de transição que acolhe antes de revelar-se.

Programa

O pavimento superior organiza a vida social e intelectual da família: sala de visitas, sala de TV, cozinha, copa, biblioteca e escritório. Os três quartos — a suíte do casal e os quartos das duas filhas e do filho, estes com banheiro compartilhado — completam o andar com privacidade bem distribuída.

O pavimento inferior pertence ao fazer: ateliê de costura, lavanderia, despensa e quintal. Espaços de trabalho e suporte que funcionam com autonomia, sem interferir no ritmo do andar de cima.

Materialidade

Azulejo português, madeira, tijolo aparente e concreto branco. Uma paleta que é simultaneamente mineira e atlântica — que olha para o interior e para a costa, para o passado e para o presente. Uma casa que poderia ter sido construída em qualquer momento dos últimos cinquenta anos, e que continuará fazendo sentido nos próximos cinquenta.

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Casa DG Ferrador